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Uerj retoma atividades acadêmicas com aulas presenciais e calendário emergencial de 13 semanas

Depois de seis meses sem aula, alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Colégio de Aplicação retornaram às aulas nesta segunda-feira (14), mas de forma remota.



O campus da Uerj continua vazio. Esse vai ser um semestre curto e virtual, solução encontrada para não deixar 2020 ser um ano completamente perdido.



A universidade estabeleceu um calendário acadêmico emergencial, que terá 13 semanas de aulas, até o dia 12 de dezembro. Os alunos estão liberados para cursar apenas uma disciplina obrigatória ou eletiva. Todas as aulas vão ser remotas. Algumas serão ao vivo, outras, gravadas.



“Mobilizamos a universidade toda com muito debate porque não é fácil transformar um curso presencial em remoto, não é como a educação à distância que tem toda uma metodologia própria . Mobilizamos todas as unidades acadêmicas para debater como seria esse plano acadêmico, esse período acadêmico emergencial, e a preocupação com a flexibilidade, inclusão e excelência acadêmica”, disse o reitor da Uerj, Ricardo Lodi.



Para os alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a universidade está distribuindo, a partir desta segunda, 12 mil chips de internet. Além disso, já foi pago um auxílio de R$ 600 para os alunos cotistas e a compra de 8 mil tablets está em licitação.



As medidas valem para os alunos da universidade e, também, do Colégio de Aplicação.“O que me deixou mais tranquilo em relação a esse período acadêmico emergencial é que a universidade está implementando um plano de assistência estudantil e tecnológica para os estudantes nesse período. Essas medidas para mim foram fundamentais para que eu, de fato, consiga estar estudando de forma remota”, apontou o estudante de história, Paulo Vitor.



Isabela, que é aluna do sexto ano no Colégio de Aplicação, também disse que a ajuda é indispensável para manter os estudos de forma remota.



“Estou saindo da minha casa para ir na casa da minha avó, por conta que a internet daqui não é muito boa e minha mãe trabalha todo dia e meu pai também. Então, eu fico num lugar onde não tem internet”, contou Isabela.



Já Priscila, que cursa administração e é estagiária na própria universidade, decidiu abrir mão do tablet oferecido pela instituição porque está usando o computador do trabalho para assistir às aulas.



“Depois de seis meses sem aulas presenciais e de uma negociação que envolveu movimento estudantil e a Uerj, é uma nova forma que a gente está reaprendendo, se reinventando para poder passar por esse momento que o Covid nos colocou e vamos ver como vai ser esse período daqui pra frente”, disse Priscila



“O que a gente quer é que a universidade não pare, que ninguém pare, que essa relação entre professor, aluno, técnico permaneça. Porque a Uerj não pode deixar de cumprir a sua missão com a sociedade fluminense”, enfatizou o reitor.





Fonte: G1.com

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