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Polícia investiga mortes de dois homens no Morro dos Macacos, em Vila Isabel

Família de um dos mortos acusa a PM. Polícia diz que homens da Unidade de Polícia Pacificadora da comunidade reagiram a ataque de traficantes à base da corporação.



A polícia investiga a morte de dois homens na madrugada deste sábado (15) durante um tiroteio no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. A família de Caio Gabriel, de 20 anos, diz que ele era inocente e acusa a Polícia Militar.



Por sua vez, a PM diz que bandidos começaram o confronto e que encontrou uma pistola e drogas com os dois homens mortos.



Vídeos gravados por moradores mostram a correria e o som de tiros e bombas no local. Em outro registro, a pessoa que está filmando diz que homens encapuzados invadiram um torneio de futebol que acontecia em uma quadra da comunidade.



Caio Gabriel foi atingido nas costas e não resistiu. Outra pessoa também morreu - seria um traficante da própria comunidade, conhecido como Jacaré.



Por meio de nota, a PM informou que equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos Macacos reforçaram o patrulhamento depois de receberem a denúncia de que possivelmente haveria um ataque à base principal.



Ainda de acordo com a PM, por volta das 3h, a unidade foi atacada por disparos de armas de fogo vindos de diversos pontos - os policiais revidaram. A polícia afirma que, após o confronto, os dois homens mortos foram encontrados.



Moradores, no entanto, contestam essa versão. "A parede da quadra para onde desce para o Brizolão está toda perfurada. A base da PM não tem um tiro, nenhuma perfuração. O Caio estava correndo para casa quando tomou o tiro. Eles arrastaram o Caio pelo Brizolão, descendo e batendo com a cabeça dele até chegar na base".



A blusa que Caio usava foi encontrada com quatro perfurações nas costas. Ainda de acordo com os moradores, além dos policiais da UPP, homens do Batalhão de Choque também estiveram na comunidade. Eles acreditam que homens encapuzados eram policiais.



Na nota, a PM disse ter apreendido uma pistola nove milímetros, um rádio-transmissor e drogas com os homens que morreram.



A família diz que Caio não tinha relação com o tráfico de drogas e que ele estava trabalhando, em fase de experiência, em uma lanchonete em um shopping da Zona Oeste.



"A gente só quer o nosso direito de ir e vir. A gente precisa andar na favela sem ter medo de que uma hora ou outra vai acontecer isso mais uma vez. Sábado foi o Caio, mês retrasado foi o João Pedro, o Marcos Vinícius. Quem mais precisa morrer para o Estado ver que essa polícia é desestruturada?", questionou um morador.



"Será que o preto favelado é só isso que a gente tem? É preto e favelado é bandido? Porque o que mais tem na comunidade são pessoas que trabalham e saem cedo de casa para ganhar seu ganha pão, que criam os filhos na força do próprio braço", finalizou outro morador.




Fonte: G1.com

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