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MARACANÃ, UM BAIRRO GRANDE, DE GRANDES INSTALAÇÕES



O Maracanã é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, localizado às margens do Rio Maracanã e nos arredores do complexo esportivo do Maracanã. Faz limite com a Praça da Bandeira, a Tijuca, Vila Isabel e a Quinta da Boa Vista.



Cortado pela avenida Maracanã, uma das principais vias de acesso à Tijuca, tem também como ruas principais a São Francisco Xavier, General Canabarro e a avenida Professor Manoel de Abreu.



É um bairro de classe média, com ruas tipicamente residenciais embora tenham muito trânsito e ali estejam diversos colégios e empresas, como a sub-sede da Petrobrás na rua General Canabarro.



ETIMOLOGIA


O nome Maracanã vem do tupi maraka’nã, que significa papagaio. Provavelmente o rio homônimo recebeu este nome por ter suas cercanias habitadas por uma ou mais espécies destes psitacídeos. Alguns alegam que estas aves nativas habitam o bairro até hoje.



HISTÓRIA E FORMAÇÃO DO BAIRRO


A Região que hoje abriga o bairro Maracanã fazia parte de uma das 21 freguesias ou paróquias, que formavam o Rio de Janeiro no século XVIII, freguesias que eram divididas sob aspecto eclesiástico. A freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho foi criada em 1762 e pertencia à Ordem dos padres Jesuítas, que utilizavam a área como lavoura de diversas culturas como arroz, cacau, etc. A freguesia abrigava os antigos bairros do Andaraí Grande e Andaraí Pequeno, Aldeia Campista, Fábrica das Chitas e Vila Isabel. Posteriormente formaram a região da Grande Tijuca.



O Rio Maracanã possui 8.510 metros de extensão desde sua nascente na vertente norte do Maciço da Tijuca ate sua foz, sendo um dos rios contribuintes ao Canal do Mangue, que por sua vez alimenta a baía de Guanabara. Considerado um dos principais rios da Grande Tijuca, o Rio Maracanã foi responsável pela nomenclatura do bairro, é um dos grandes pontos de discussões acerca das enchentes no Município do Rio de Janeiro. Em 1818 a 1823 foi feito o primeiro plano de captação de suas águas, com a construção de um encanamento provisório até o Campo de Santana (atual Praça da República).



O novo encanamento foi realizado na década de 50 do século XIX no baixo curso do rio, onde o terreno era um alagadiço e devido ao elevado grau de urbanização ocorrido na área gerou problemas antagônicos. Com isso, devido à urbanização relacionada à valorização do solo, foi expandida a canalização do rio Maracanã em 1950, gerando freqüentes inundações. Essas enchentes causadas pela impermeabilização dos solos juntamente com a redução do espaço para o fluxo de água(diminuição na vazão regular do rio) aumentam o volume dos rios que acabam transbordando.



A área da atual Grande Tijuca, onde está o bairro Maracanã, era nos primórdios da colonização do Brasil um grande território pantanoso. O adensamento populacional do bairro Maracanã, seu desenvolvimento urbano e seu processo de edificação foram condicionados pelo leito do rio. Até hoje o bairro conserva algumas características urbanas do século XIX, como residências com arquitetura de época e ruas arborizadas. Devido a sua importância, o rio Maracanã vem sofrendo diversas mudanças a fim de melhorias na infraestrutura interna da cidade, tentando desta forma, solucionar alguns problemas oriundos das chuvas.



O rio Maracanã dentro do bairro tem o seu traçado contido por calha, com objetivo de reduzir os riscos de enchentes em dias de temporais. Devido à sinuosidade do rio, em muitos trechos de seu leito há obras de correção para melhorar a vazão.



O rio Maracanã caracteriza a identidade do bairro, já que o mesmo recebeu seu nome e ele é fundamental para a dinâmica e estrutura do bairro, que sofre com os inúmeros problemas recorrente desse aporte hidrográfico.



DESENVOLVIMENTO URBANO DO BAIRRO DO MARACANÃ


A partir da segunda metade do século XIX, a região começa a passar por intensas transformações. A expulsão da Ordem dos Jesuítas do Brasil e a necessidade de se expandir a cidade do Rio de Janeiro para áreas mais afastadas do centro, as fazendas, os sítios e as chácaras deram lugar a belos sítios de morada, que atraíam uma população de maior poder aquisitivo, tornando esta área de classe média alta. Mais precisamente a partir da década de 1870, inicia-se um processo de urbanização nesta área, quando, mais precisamente em 1873, o Governo Imperial delegou as freguesias de São Cristóvão, de Inhaúma e Engenho Velho, possibilitando a construção de novas edificações, sempre voltados para atender a uma população de classe média alta, permitindo um maior desenvolvimento para os bairros ali localizados.



É neste período, portanto, que se tem a formação do bairro Maracanã, que juntamente com os bairros da Tijuca, Engenho Velho, Andaraí e Vila Isabel, vão sendo incorporados à malha urbana da cidade.



A rua São Francisco Xavier, hoje uma das mais importantes do bairro, era apenas um caminho que interligava as diversas chácaras que ali existiam e que faziam parte da então freguesia do Engenho Velho. É importante considerar que o bairro sempre teve uma importância esportiva para a cidade. Foi nessa região que, na metade do século XIX, surgiram as primeiras sociedades turfísticas do Rio de Janeiro. Tradicionalmente, a região das antigas chácaras sempre viveu em torno da área onde hoje é o estádio Mário Filho, o Maracanã. Nesta região funcionava o Derby Clube, a segunda grande associação de turfe fundada no Rio, em 1885, por André Gustavo Paulo de Frontin.



A favela do Esqueleto, caracterizada pela sua horizontalidade, remonta a época do jamais concluído Hospital das Clínicas da Universidade do Brasil, após o fechamento do Derby Club. Aquela aglomeração posteriormente seria removida devido a políticas de remoção de favelas na cidade do Rio de Janeiro, cedendo espaço a UEG (hoje UERJ). Conforme levantamento realizado, constatou-se que já na década de 40, havia publicações a respeito da remoção dessas formas de habitação na então Capital Federal.



ENSINO


Dentro do bairro encontram-se diversas universidades e escolas técnicas, como o CEFET, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a sede da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além de escolas técnicas como o CEFETEQ, a ETE Ferreira Vianna (Faetec), e a própria CEFET.



TRANSPORTE


O bairro é servido de diversas linhas de ônibus, ligando a diversos locais da cidade. Também é atendido com estações de Trem e Metrô.





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