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Médica agredida após tentar impedir festa na pandemia segue sem poder trabalhar

Mais de um mês após agressões, Ticyana D'azambujja ainda não consegue esticar perna. Ortopedista estima mais três meses para recuperação.



Mais de um mês depois de ter sido espancada por frequentadores de uma festa no Grajaú, na Zona Norte do Rio, a médica Ticyana D'azambujja ainda se recupera dos ferimentos. Ela teve ossos do joelho quebrados, passou por cirurgia e ainda precisa de um andador para caminhar. Sem poder trabalhar, ela diz que ainda se sente emocionalmente abalada.



"Eu ainda estou me reestruturando. Acho que agora é que eu comecei a digerir sobre todas as mudanças que aconteceram na minha vida", disse a médica.



Além das agressões físicas, Ticyana disse que sofreu prejuízos emocionais desde o ocorrido.



"Não chego a estar em depressão, mas mais triste que o normal. Estou dando mais trabalho para a minha psicóloga que antes. Porque agora, assim, estou sentindo realmente o peso de estar afastada do trabalho sem perspectiva de quando vou poder, realmente, voltar a trabalhar", desabafou.


Segundo Ticyana, o ortopedista estima que ela ainda precise de três meses de recuperação para retomar suas atividades normalmente.



Tudo atrofiou. Agora, recentemente, é que eu posso ficar em pé. Com a ajuda do andador eu posso fazer minhas atividades, mas ainda está muito longe do normal.



Relembre o caso


As agressões aconteceram no dia 30 de maio. A médica disse que não conseguia descansar, por causa de uma festa que acontecia numa casa ao lado.



Ticyana é anestesista e intensivista e trabalhava na linha de frente de combate à Covid-19. Ela contou que tinha chegado de um plantão de 24 horas, perdeu a cabeça e quebrou vidros e um retrovisor de um carro.



Tyciana saiu correndo e logo foi alcançada por um grupo que começou a espancá-la. O dono da casa, identificado como Rafael Presta, aparece em um vídeo carregando a médica. Ela também foi agredida por outros dois homens e uma mulher.


Um da médica foi até a rua para ajudá-la. Ele tentou ligar para a polícia, mas também foi agredido por Rafael Ferreira, um dos homens que bateram na médica.



Depois das agressões, Tyciana disse que pediu ajuda no quartel do Corpo de Bombeiros, mas não foi atendida.



O dono do carro quebrado pela médica é o PM Luiz Eduardo Salgueiro, sargento do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio. Ticyana afirma que foi ameaçada pelo policial e pela mulher dele.



Socorro negado


Imagens registradas por câmeras de vigilância no dia das agressões mostram a médica tentando fugir, correndo no meio da rua. Ela para um motoboy, parece pedir ajuda e tenta subir na moto, mas não consegue e é alcançada por dois homens que a agarram. A médica ainda segura na moto, mas leva socos do motoboy. Na sequência, ela é levada pelos agressores e, depois, fica caída no chão.



A médica deu uma entrevista ao vivo no RJ1 no dia em que foi registrar o caso na delegacia. Ela disse que as festas na casa do vizinho eram frequentes e que não pararam durante a pandemia de Covid-19. Ticyana contou que já tinha ligado para a polícia várias vezes, mas não adiantava. Dias depois das agressões moradores do Grajaú fizeram um panelaço pedindo justiça para a médica.

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