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Médica agredida após reclamar de festa durante isolamento social no Rio passa por cirurgia



Segundo advogada, Ticyana ainda está internada e a previsão é que a perna fique com gesso por 15 dias. Polícia aguarda envio do laudo pericial para determinar em qual pena os agressores serão indiciados.



A médica Ticyana D’Azambujja, agredida por várias pessoas no dia 30 do mês passado no Grajaú, Zona Norte do Rio, foi submetida a uma cirurgia para colocação de parafusos na perna esquerda por causa das fraturas, segundo informações da advogada. Ticyana foi agredida após reclamar de uma festa durante o período de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.



Novas imagens exibidas no RJ1 desta sexta (12) mostraram que além dos agressores que estavam na festa, a médica também levou golpes de um um motociclista que passava pelo local e não a ajudou.



No registro, a médica aparece em fuga, correndo no meio da rua. Ela para um motoboy, parece pedir ajuda e tenta subir na moto, mas não consegue e é alcançada por dois homens que a agarram.



Ela ainda segura na moto, mas leva socos do motoboy para soltar o veículo. Na sequência, é levada e fica caída no chão. Mais uma vez ela é levada com brutalidade.



"Após a quebra dos vidros do veículo, ela segue em direção ao Hospital Italiano, onde pede socorro ao motociclista que passava pelo local e ali começou todo o segundo fato", descreveu o delegado André Neves.


Naquele dia, sem conseguir descansar por causa de uma festa que acontecia em uma casa ao lado, a médica disse que perdeu a cabeça e quebrou vidros e retrovisor de um carro importado. Com medo, Ticyana fugiu mas acabou alcançada por um grupo que logo começou a espancá-la. O dono da casa, identificado como Rafael Presta, carrega a médica - ela também é agredida por outros dois homens e uma mulher.



Marco Antônio, vizinho de Tyciana, desceu para ajudá-la e tentou ligar para polícia, mas acabou agredido por Rafael Ferreira, um dos homens que espancaram a médica. Depois das agressões, Tyciana disse que pediu ajuda em um quartel de bombeiros, mas não foi atendida.



O dono do carro quebrado por Tyciana é o PM Luiz Eduardo Salgueiro, sargento do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio. A médica afirma que foi ameaçada pelo policial e pela mulher dele.



O delegado responsável pela investigações já ouviu 10 pessoas e até segunda-feira quer ouvir todos os envolvidos no caso inclusive o motociclista que aparece dando socos no braço do médica.



"Já temos a pré-definição de alguns pré-delitos praticados. Mas sobre o delito mais grave, dependemos do laudo pericial e dos exames que serão encaminhados à Polícia Civil em breve para definirmos se foi uma lesão grave ou gravíssima – isso interfere bastante na pena a ser aplicada", disse o delegado.


O PM Luiz Eduardo Salgueiro e o dono da casa, Rafael, já prestaram depoimento. O Corpo de Bombeiros instaurou procedimento administrativo para apurar a denúncia.




Fonte: G1.com

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