• Ricardo Caetano

Ex-baterista d'O Rappa Marcelo Yuka é homenageado com mural de grafite na Tijuca, Zona Norte do Rio

Bairro tem 'simbolismo forte', segundo irmão do homenageado. Yuka morou por mais de 20 anos na Tijuca e foi o bairro onde ele levou 9 tiros ao tentar impedir um assalto. Músico morreu em janeiro de 2019 no Rio.

O ex-baterista do grupo O Rappa, Marcelo Yuka, recebeu uma homenagem póstuma com um mural de grafite na Rua Uruguai, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O bairro escolhido foi o lugar onde o músico – que morreu em janeiro de 2019 após um AVC – morou por mais de 20 anos.


O irmão de Marcelo, Pedro Yuka, afirmou que o lugar escolhido tem um simbolismo muito forte. Segundo ele, “a voz e alma dele continuam ali”.



“Ver a imagem dele estampada ali na Tijuca, na Rua Uruguai. Lugar que eu fui criado, onde Marcelo morou por mais de 20 anos na Rua Uruguai. Tem um simbolismo muito forte, mostra a força que ele tem até hoje, a capacidade que ele tem de inspirar as pessoas através de sua música e arte em geral. O ativismo dele continua vivo. A pessoa se foi, mas a voz e alma dele continuam ali. Isso é atemporal para sempre”, disse Pedro.


O rosto de Marcelo Yuka foi desenhado pelo artista urbano Cazé Arte, que incluiu na obra a frase "Pois paz sem voz, não é paz, é medo'' da música “Minha Alma” de 1999. A iniciativa foi idealizada pelo coletivo Faz na Praça.



“Estar fazendo o Yuka é muito forte, muito potente e muito importante para a nossa cidade. Um símbolo que lutou bravamente até o fim da vida dele. Resistiu a balas que perfuraram a vida dele. O cara se superou, se reinventou. Usou a arte como mecanismo de reinvenção da própria vida”, disse o autor da homenagem.


O projeto de homenagem ao músico tem apoio da Secretaria Municipal de Cultura do RJ.



Fundador d'O Rappa

Marcelo Yuka foi um dos fundadores d’O Rappa, era compositor, artista plástico e músico. Em 2000, Yuka ficou paraplégico ao ser atingido por nove tiros durante um assalto a uma mulher na Tijuca, na Zona Norte do Rio.



Marcelo Yuka, principal compositor d'o Rappa, escreveu letras sobre temas como violência, racismo e desigualdade social. Seus retratos da vida urbana eram duros, mas às vezes tinham sinais de esperança e resistência.



Fonte: G1.com

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