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Diretor-geral do Hospital Gaffrée e Guinle, Fernando Ferry será o novo secretário de Estado de Saúde

Atualizado: Mai 19

Ele substitui Edmar Santos, exonerado após atrasos e denúncias de corrupção na construção de hospitais de campanha. Apesar do afastamento, Santos vai dirigir uma 'comissão de notáveis' no enfrentamento à pandemia do coronavírus.



Fernando Ferry, diretor-geral do Hospital Universitário Gafrée e Guinle indicado como novo secretário estadual de Saúde do RJ — Foto: Reprodução


O diretor-geral do Hospital Universitário Gaffrée Guinle, Fernando Ferry, será o novo secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, informou neste domingo (17) o governo estadual. Ele vai substituir Edmar Santos, exonerado após atrasos e denúncias nas obras dos hospitais de campanha para pacientes com Covid-19.


Clínico-geral e especialista em AIDS, Fernando Ferry atuava como diretor-geral do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle e foi professor associado de Clínica Médica e Aids da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

A decisão foi anunciada após reunião de Ferry com o governador Wilson Witzel na tarde deste domingo.



​Edmar Santos deixará o cargo na segunda-feira (18). Em nota, o governo informou que a saída foi motivada "por falhas na gestão de infraestrutura dos hospitais de campanha para atender as vítimas da Covid-19"


Apesar do afastamento, Santos vai dirigir uma "comissão de notáveis no enfrentamento à pandemia do coronavírus".

Histórico do novo secretário

Fernando Raphael de Almeida Ferry tem 25 anos de experiência no atendimento a pacientes com HIV e foi o coordenador do primeiro mestrado de HIV/AIDS do Brasil. Trabalhou como professor e pesquisador na Unirio e como diretor-geral do Hospital Gafrée e Guinle.


Antes de se formar em Medicina pela Unirio, em 2000, trabalhou como Veterinário, com mestrado e doutorado em Parasitologia Veterinária.


Ferry ganhou notoriedade em setembro passado ao dirigir uma ambulância para ajudar a transferir pacientes vítimas do incêndio do Hospital Badim.


Na ocasião, ele disse que dirigiu a ambulância porque só tinha um motorista no hospital.


Durante sua gestão no Gafrée e Guinle, foi restaurada a antiga maternidade do hospital, que atualmente é voltada para gestante de alto risco. Também foi renovado o centro cirúrgico.


Em 2018, Ferry foi acusado por funcionários do hospital de furar a fila do Sistema de Centrais de Regulação (Sisreg) para favorecer indicações de pastores ligados ao prefeito Marcelo Crivella.




FONTE: G1.COM

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