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Criminoso é preso após fazer família refém no Rio Comprido por quase cinco horas

Homem entrou em condomínio após carro onde estava ser cercado pela polícia. Um suspeito foi morto, e dois, baleados e levados sob custódia para o hospital.



Um criminoso em fuga após a noite de tiroteio no Complexo de São Carlos foi preso depois que fez uma família refém na madrugada desta quinta-feira (27) em um condomínio na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio.



A guerra entre facções pelo controle das favelas da região central do Rio começou ainda na tarde de quarta (26), com o confronto na Lagoa, na Zona Sul, e deixou uma mulher morta, quando tentava proteger o filho de tiros.



O sequestro durou quase cinco horas e foi encerrado pelo Bope por volta das 7h. Três pessoas foram mantidas reféns -- uma mulher, a filha pequena e a mãe, idosa.



Renan Fortunato do Couto estava com outros quatro bandidos em um Honda branco quando o carro foi cercado por policiais por volta das 2h. Na troca de tiros, Renan entrou no condomínio; um suspeito morreu; dois foram baleados e levados sob custódia para o hospital; o quinto conseguiu fugir.



Um porteiro do prédio foi baleado no confronto.



Segundo o coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM, uma das vítimas conseguiu enviar uma mensagem por celular à patroa relatando o ocorrido. A polícia, então, foi acionada e rapidamente cercou o prédio.



Sequência de confrontos


O porta-voz apontou que o homem preso pelo sequestro pode ter envolvimento com o tiroteio ocorrido na véspera no acesso ao Túnel Rebouças, na Lagoa, Zona Sul da cidade.



"Isso tudo começa ontem [quarta-feira] de dia com aquela ocorrência acompanhada por todos, na Lagoa, onde criminosos saindo da Rocinha possivelmente, até pelo farto armamento que tinham ali, estavam se dirigindo para reforçar a disputa territorial no Centro da cidade. Durante a noite, inicia-se um confronto entre esses grupos criminosos e foi necessária uma intervenção rápida e enérgica da Polícia Militar", disse o oficial.



Buscas continuam


Após a prisão do criminoso, Fliess disse que havia a possibilidade de outros bandidos estarem escondidos na região.



"São vários criminosos, que possivelmente ainda podem estar escondidos dentro da comunidade. A partir daí, as tropas agora, já com a luz do dia, com mais segurança até mesmo para a integridade física dos policiais militares, eles farão vasculhamento, vão buscar ajuda de moradores para identificar criminosos que estejam escondidos ali nas residências e também o policiamento segue reforçado o tempo todo", destacou o coronel.



Flies disse, ainda, que a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a realização de operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia está dificultando o combate à criminalidade na cidade.



"Diante da decisão do STF que impede uma presença contínua programada da polícia Militar e Civil nas comunidades, dessa forma os criminosos se sentem fortalecidos a ponto inclusive de promoverem essa disputa territorial intensa", disse o oficial.



Fonte: G1.com

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