• Portal Tijuca-RJ

Bares e restaurantes da Tijuca se reinventam, e até crescem, durante pandemia


Sanduíche do Pão de Alho do Gordo, no Rio (Foto: Reprodução/Instagram)



Salões cheios, filas de espera, faturamento em alta e perspectivas de crescimento. Essa era a realidade de estabelecimentos gastronômicos na Tijuca que haviam ganhado fama na região e, consequentemente, viviam lotados. Tudo mudou com o surgimento da Covid-19, que fez qualquer tipo de aglomeração ser proibido. Os bares e restaurantes que estavam fazendo sucesso poderiam até, a partir dali, flertar com o fracasso.



Estava na hora de parar, pensar e tomar decisões rápidas para definir qual seria a melhor maneira de seguir em frente. Quase quatro meses depois do fechamento das casas, que agora já podem funcionar, com restrições, muitos comerciantes se reinventaram. A queda no rendimento foi inevitável, claro. Mas — pasmem! — dois empresários ouvidos pelos caderno Tijuca+Zona Norte “caíram para cima”. E quem não chegou a tanto continua com fé de que dias melhores virão. Proprietário do Pão de Alho do Gordo, Ruan Nemeczyk inaugurou a primeira unidade da lanchonete em novembro de 2019, na Tijuca; e, no último dia 6, em plena pandemia, começou a atender os clientes da Freguesia, em Jacarepaguá. As duas unidades, no entanto, seguem de portas fechadas até o fim deste mês, atendendo exclusivamente via entrega ou retirada na loja. — Estávamos bombando, e a nossa transição para o delivery e o take away foi rápida. Mesmo assim, tive uma queda de 50% no faturamento. Sem o salão, o cliente praticamente não pede bebida, então gasta menos. Sem contar o percentual de comissão dos aplicativos. Apesar das dificuldades, estamos expandindo o negócio — explica Nemeczyk. — Mas só quero reabrir as lojas com segurança, por isso vou esperar até agosto.



O sufoco inicial que Marcelo Fabrício viveu para manter o Parrilla Uruguai vivo valeu a pena. Além de já ter alcançado o mesmo patamar de faturamento de antes da pandemia, mesmo com o salão só sendo reaberto neste fim de semana, ele ainda inaugurou mais dois espaços da marca, além do que já funcionava na Tijuca.



— Corremos contra o tempo para montar um cardápio mais enxuto para o delivery, com opções de pratos de carnes e sanduíches. Outra aposta foi focar numa entrega própria, que é mais rápida e não nos deixa reféns dos aplicativos. Ao perceber que o setor estava ainda mais forte, acelerei um projeto que já tinha, de abrir espaços só com cozinhas para atender o público via delivery ou take away — conta Fabrício, referindo-se aos empreendimentos de Botafogo e da Barra da Tijuca.



O desejo de Gustavo Marins, dono do Carioca Deutsch, é não ficar restrito ao bar com sede na Tijuca. Mas o empresário não pensa nisso no momento, até porque ficou de março até o meio de junho sem funcionar. O delivery começou há menos de um mês, e as portas já estão abertas para receber antigos e novos clientes



— O retorno do salão (em 2 de julho) foi satisfatório. O público compareceu e respeitou as regras. O faturamento, mesmo com restrição de 50% do público, vai nos ajudar a pagar as contas, já que também estamos investindo no delivery. Estou otimista! No futuro, vamos abrir uma filial — planeja Marins.




Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


9 visualizações

Assine a minha newsletter

© 2020  Portal Tijuca-RJ - O seu bairro da internet

E-mail: contato@tijuca-rj.com.br

  • Facebook
  • Instagram