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A Praça Sáenz Peña e seus arredores

Atualizado: Mai 19

Na década de 1820, no meio ainda rural, marcado pela presença de chácaras existia uma Fábrica de Chitas, considerada uma das primeiras do Brasil, próximo da Fábrica existia o Largo da Fábrica, localizado num entroncamento de dois caminhos: o Caminho do Andaraí Pequeno, hoje Rua Conde de Bonfim e a Travessa do Andaraí uma das mais antigas ruas da região, que foi aberta em 1820 nos terrenos das Chácaras do Barão de Bonfim, de Izabel Martins e de Dona Maria Bibiana de Araújo e era um caminho que levava à Fábrica.





Chácaras do Barão de Bonfim, de Izabel Martins e de Dona Maria Bibiana de Araújo e era um caminho que levava à Fábrica. Esta rua antes se chamou Rua da Fábrica das Chitas e atualmente é a Rua Desembargador Isidro.



Este núcleo era conhecido como Bairro da Fábrica das Chitas e foi o primeiro foco de urbanização da região, que era dominada por grandes propriedades e não houve condições, para na época se desencadear um processo de mudança substancial na fisionomia do local, fato que só iria ocorrer a partir de 1840 com a cultura cafeeira do Vale do Paraíba, como já foi descrito em História do Bairro – Tijuca. A Fábrica na realidade não fabricava nada, nela apenas se estampava tecidos vindos da Índia, ela se manteve em atividade por apenas vinte anos mas seu nome permaneceu por um século.

Em 30 de abril de 1911, o velho e feio Largo da Fábrica das Chitas, se transformou na Praça Sáenz Peña, bela e elegante, tendo em sua inauguração contado com a presença do Prefeito Bento Ribeiro. O nome da Praça foi dado em homenagem ao Presidente da Argentina. A Praça Sáenz Peña já foi conhecida como; Cinelândia da Tijuca, por causa dos cinemas da região.



A partir de 1920 nela surgiram os cinemas: o Tijuquinha; o América e o Carioca, na década de 40 nela instalou-se o Olinda, que foi um dos maiores monumentos da engenharia moderna e o Metro Tijuca, aberto cinco anos depois do Metro Passeio e antes do de Copacabana. Nos anos 50 foram instalados o Eskie, o Art-Palácio e o Britânica.



Nos anos de 1970 a Praça Sáenz Peña tinha em seus arredores cerca de doze cinemas, dois a mais que a Cinelândia. No entanto hoje a Praça não possui mais nenhum destes cinemas e os três existentes no Bairro estão localizados no Shopping Center Tijuca. As salas suntuosas nos velhos prédios em estilo Art-Deco agora servem a cultos evangélicos e lojas comerciais, quando não estão fechados, entregues ao esquecimento.



A Praça aos domingos havia retreta com banda marcial, ela possuía também um teatrinho de fantoches para crianças. Nos anos de 1950 foi inaugurado o Café Palheta, tradicional ponto de encontro do Bairro por muitos anos, que existe até hoje, mas sem a antiga fama. Em 1976 foi iniciada a obra do Metrô na Praça desfigurando-a completamente, mas após as obras a Praça foi restaurada e voltou a ser um dos pontos mais importantes da Tijuca.



Vistas da Praça Saens Peña: fotos da época mostram a inauguração da Praça e todo seu explendor para uma construção de tamanho porte e arquitetura para a época, em 1911; a Praça nos anos de 1960 e a Praça durante as obras do Metrô, que transformou o local num imenso buraco.



A História contada pelas construções



Passear pelo Rio e descobrir a época de construção de cada edifício e casa, brincando com a história da cidade. Foi por meio desse jogo de adivinhação que os arquitetos e urbanistas David e Rogério Cardeman, pai e filho, construíram o recém-lançado “O Rio de Janeiro nas alturas”, da editora Mauad. Quando conhecemos a história da cidade e da ocupação dos bairros, ficamos ainda mais apaixonados por ela — diz David.



A região onde hoje é a Tijuca já foi conhecida como Engenho Velho e, depois, Andarahy Grande.



Ela era uma das fazendas de cana-de-açúcar da Sociedade de Jesus. Os primeiros tijucanos, portanto, foram os jesuítas. A atual matriz de São Francisco Xavier, por exemplo, é o resultado de diversas obras na capela construída pelos religiosos. Na época da ocupação da Tijuca, no início do século XIX, o acesso ao bairro era feito pelas ruas Haddock Lobo e Conde de Bonfim. Até a primeira metade do século XIX, havia chácaras, mansões e solares na região, que depois foi ocupada por ricos comerciantes, diplomatas e nobres brasileiros, portugueses e ingleses. Em 1870, o impacto imobiliário causado pela chegada dos bondes do Centro estimulou a venda de propriedades. O processo deu formas definitivas ao bairro.


Mas só a partir de 1925, com a tecnologia do concreto armado, surgiram prédios com mais de seis andares. Nos anos 40, a Praça Saens Peña era o centro de recreação e lazer do bairro. Os anos 70 marcaram a época em que mais prédios foram erguidos na Tijuca. Com um forte comércio, escolas de alto nível (o Colégio Militar é o mais tradicional), grandes igrejas (como a de São Francisco Xavier) e dona da segunda maior floresta urbana do mundo, a Tijuca tem jeito de família e muito a oferecer. Se durante a semana o movimento de carros e pessoas pelas Ruas Conde de Bonfim e Haddock Lobo ou pela Av. Maracanã, a caminho do trabalho, é intenso, aos domingos praças como a Xavier de Brito ficam cheias de crianças brincando nos pula-pula da vida. No Alto da Boa Vista, a floresta é dividida pela pista, tendo de um lado as Paineiras, onde a vista da cidade e as pequenas quedas-d’água são um oásis no verão, e de outro o Parque Nacional da Tijuca, com espaço para caminhadas e piquenique. Para quem gosta de natureza, é o melhor do bairro.



Consumo


Aqueles que preferem consumir podem freqüentar a Praça Saens Peña, com suas muitas lojas, ou os Shoppings 45 e Tijuca, próximos à praça. O problema é a segurança. A Tijuca é um vale cercado de morros por quase todos os lados, muitos dos quais ocupados por favelas onde o tráfico de drogas movimenta bastante dinheiro (Borel, Formiga, Turano, etc.). Isto aumenta o número de pessoas com acesso a armas e gera conflitos entre polícia e bandidos, ou entre facções rivais, que freqüentemente acabam no asfalto. Outro ponto em que a segurança se mostra um problema, mas que funciona como um dos atrativos do bairro, é sua proximidade com o Maracanã. Em dias de jogo, basta uma caminhada para chegar ao estádio, o que, para os amantes do futebol, vem a calhar.



O metrô e dezenas de linhas de ônibus levam o morador da Tijuca à maior parte dos bairros da cidade, inclusive os da Zona Sul, onde ele também se sente em casa. Se não quiser sair de seu perímetro, há teatros (o do Sesc, na Rua Barão de Mesquita, tem programação a preços baixos), clubes (o Tijuca Tênis mantém-se em bom estado de conservação) e cinemas (agora somente nos shoppings) que garantem a diversão sem deslocamentos.



Tijuca, um grande bairro, um dos lugares onde mora, mais carioca e mais feliz, o coração do Rio.

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