Não gostaria de ser vista como ” uma ” moradora que reclama da poluição sonora praticada abusivamente pelo Tijuca Tênis Clube. Gostaria sim de ser ouvida como uma, voz de cidadã, que não se omite, não se acomoda, não se intimida em solicitar e, porque não, exigir que, as autoridades cumpram o seu papel.
Os jovens não passam os finais de semana em casa. Saem, vão à praia, passeiam, viajam. Quem permanece em casa num final de semana, são os mais velhos e principalmente os idosos, sem falar dos enfermos. Esse grupo de pessoas é condenado a ouvir todos os ritmos modernos, numa altura se som imensurável, promovidos intermitentemente pelo clube.
Muitos dos idosos não usam computador, a maioria não tem mais ânimo para questionar nada, tão desiludidos que estão. Quem é acomodado deixa que tudo fique como está. Não pesquisa, não lê, não se
informa e acha que não vale a pena se aborrecer. Não me encaixo em nenhum dos casos acima. Registrei queixa em nome do meu condomÃnio, 32 apts, como sÃndica, junto à diretoria social deste clube. Levei gravação feita da janela de meu apt para que o diretor ouvisse. Ficou horrorizado, nada fez.
O site da Ouvidoria de Meio Ambiente informa haver processo de cassação de alvará do mesmo. Para que este processo já esteja nesta fase é sinal de que muitas reclamações foram feitas e, com certeza, comprovadas. Só como exemplo, neste domingo, 12/9/2010, não houve um minuto de silêncio. A tarde inteira um DJ promoveu um evento bate-estaca que só terminou à s 21 hs ao ser iniciado o outro tormento – Baile Funk do TTC que terminará por volta das 23 hs.
Ou seja, um ser humano exposto à poluição sonora, impedido de descansar, ver televisão, pensar, estudar está ou não sequestrado, dentro do seu lar, impedido até de respirar já que as janelas ficam trancadas , por
um dia inteiro ? “Pendurado” num computador o domingo inteiro, enviando e-mails para ouvidorias, diretorias, secretarias, blogs, jornais, revistas, na vã tentativa, até o presente, de viver em paz ! Quem vai pagar o sequestro de meus dias perdidos e de toda esta vizinhança ? Vou ser expectadora passiva da minha vida indo embora, da minha sanidade atormentada pela afronta à s leis e ao descaso de todas as autoridades ?
Todo mundo ficou surdo ou cruzou os braços ? Não acredito. São muitos, muitos os que residem no entorno deste clube entranhado numa quadra residencial. Como pode um clube que se intitula, o maior clube social do RJ, não ter nenhum tipo de comprometimento ou respeito com a qualidade de vida da sociedade que o cerca ?
Por: Katia Chedid