Um dos incômodos que eu gostaria de explanar é a falta de conforto que os tijucanos, assim como eu, precisamos enfrentar diariamente para ir ao trabalho, me refiro ao centro da cidade. Durante décadas a Tijuca se vangloriou de possuir o melhor meio de transporte da cidade, o metrô, quando as estações eram limpas e os trens possuÃam ar condicionado tão bom a tal ponto de precisar levar casaco, e por este motivo, as linhas de ônibus que servem o bairro não evoluÃram na mesma proporção que evoluÃram para os outros bairros, digo por exemplo bairros como Méier, Freguesia, e até outros da baixada fluminense.
Diariamente, durante os últimos 5 meses, fico na Presidente Vargas a espera do ônibus da linha 220 (Praça Mauá – Usina), pois é a maneira que eu me sinto mais confortável devido a menor freqüência de passageiros do que nas outras linhas, como 413 e 415, porém ao mesmo tempo, fico observando as centenas de ônibus popularmente chamados de “frescão” que fazem a ligação entre os diversos bairros do
Rio de Janeiro, que demonstram ser mais confortáveis e seguros que as linhas tradicionais, porém nenhum deles possui um itinerário que inclua a famosa Rua Conde de Bonfim.
Então fica a pergunta: Será que com a atual situação precária do metrô, nenhuma empresa de ônibus urbanos gostaria de preencher o vazio de conforto do tijucanos e arrematar imediatamente uma centena de clientes com uma linha de “frescão”?
Espero que com esta mensagem eu consiga diminuir o meu sofrimento e dos meus vizinhos tijucanos.
Por: Glauco Lemos