O antigo Largo da Boa Vista, hoje Praça Afonso Vizeu, foi construído na administração do prefeito Pereira Passos, em 11 de outubro de 1903. Hoje já não existe mais o coreto no centro da praça, da época da inauguração. Em seu lugar, está um chafariz, de autoria do francês Grandjean de Montigny (1776-1850), obra trabalhada em cantaria e projetada em 1846.
Um dos lugares que homenageiam moradores do bairro, essa praça faz referência ao gaúcho Afonso Vizeu. Muito pobre, aos 13 anos deixou a família em Pelotas e veio tentar a vida no Rio de Janeiro. No início, trabalhou em empregos modestos. Seu esforço pessoal, sua inteligência e seu caráter fizeram-no respeitado como grande comerciante de tecidos na cidade.
Foi filantropo e presidente da Associação Comercial. Tornou-se amigo de conhecidos e influentes políticos, como Epitácio Pessoa. Até hoje a família Vizeu tem remanescentes residindo no Alto da Boa Vista e na Tijuca.
A casa ainda existe e foi vendida para uma amiga da família, que a reformou e a transformou em casa de festas, chamada Vila Cabral.
Bibliografia:
Tijuca, de rua em rua, Lili Rose Cruz Oliveira, Nelson Aguiar – Rio de Janeiro: Ed. Rio, 2004.
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