Tijuca - Rj - O seu bairro na internet - O seu bairro na internet


rss
 

Praças e Jardins


Floresta da Tijuca

Parque Nacional da Tijuca

Estado do Rio de Janeiro

Vista Chinesa

ETIMOLOGIA

Situado no ex-Estado da Guanabara, foi primeiramente chamado de Parque Nacional do Rio de Janeiro. No entanto, essa denominação causava constantes confusões com os Parques Nacionais de ltatiaia e Serra dos Órgãos, que estavam no antigo Estado do Rio de Janeiro. Por esse motivo e por abranger o Maciço da Tijuca, cujo ponto culminante é o Pico da Tijuca (1021 metros), teve seu nome definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca, em 1967. Tijuca é nome de origem indígena (tupi) e significa brejal, charco, lamaçal, pântano. Recorde-se que esse nome era próprio da Barra e da Lagoa (Tijuca), originariamente. Ao ocupar esses locais, o carioca estendeu o topônimo para outros lugares como Alto da Boa Vista, Floresta e Estrada da Tijuca. Invadindo a cidade, o uso popular acabou substituindo nomes como Andaraí Pequeno (hoje Bairro da Tijuca), Muda e Usina (hoje, Muda da Tijuca e Usina da Tijuca).

Cachoeira

HISTÓRICO

Histórico Regional:

A ocupação humana de origem européia, data do início do século XVI. Anteriormente, a região era de domínio indígena, onde rivalizavam tribos Tupi e Tamoio sem entretanto, alterações maiores na paisagem das montanhas, pois viviam elas em espaços abertos à beira-mar e -nos vales dos rios.

Com a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, começou a ter maiores significações a procura de madeira para a construção e para combustível. Principalmente os vale a as meias encostas, foram sendo transformados em campos de cultivo e ocupados com construções. Note-se que em 1590 haviam seis engenhos de cana-de-açúcar na região. Em 1728, o número subiu para 32 e em 1797 existiam 120 engenhos. Os remanescentes topônimos que ficaram, ainda hoje lembram esse ciclo da cana-de-açúcar (Engenho Novo, Engenho de Dentro, Usina da Tijuca, Engenho Velho, Engenho da Rainha, Engenho da Pedra, etc.). Em 1763 chegaram os pés de café no Rio, vindo de Belém (Para). Nos séculos XVI a XIX floresceu o café nas encostas do maciço da Carioca, do Mendanha e da Pedra Branca. Com ele os desmatamentos se sucederam e apenas grotões inacessíveis permaneceram com cobertura florestal.

Já em 1658 se falava na defesa das florestas para proteção dos mananciais, havendo representações populares contra, ‘‘intrusos e moradores que roteavam as terras e tornavam impuras as águas’’. Em 1817 e 1818, o Governo baixou severas disposições para proteger os mananciais ameaçado. Em 1862, os terrenos achavam-se inteiramente descobertos e apenas persistiam pequenas extensões de matas. Em 1844, após uma grande seca o Ministro Almeida Torres, propôs as desapropriações e os plantios das áreas para salvar os mananciais do Rio. Em 1856, começaram a ser desapropriações dos alguns sítios. Em 1861 foram criadas a Floresta da Tijuca e a Floresta das Paineiras

Floresta da Tijuca - Cachoeira

Manuel Archer e Tomás da Gama foram, respectivamente seus administradores e, possivelmente, cerca de 100.000 árvores foram plantadas. De 1875 a 1888, o Barão Gastão H. de Escragnolle foi o responsável pela Floresta da Tijuca. Após a proclamação da República em 1889 e até 1890, pouco se fez e a partir de 1890 ficou sob guarda do Ministério da Viação, posteriormente da Saúde e, depois, da Agricultura. De 1943 a 1976, a parte da Floresta da Tijuca esteve sob a guarda e a fiscalização da Prefeitura do Distrito Federal, depois, do Estado da Guanabara e do Município do Estado do Rio. As demais florestas protetoras de mananciais, permaneceram com o Ministério da Agricultura desde 1941 criação do Parque.

Caminho para a Vista Chinesa

COMO CHEGAR

Entradas:

A floresta possui sete acessos principais, correspondentes a seus portões de entrada:

- Sumaré (Estrada do Sumaré);
- Caboblos (Rua Almirante Alexandrino);
- Macacos (Estrada Dona Castorina);
- Passo de Pedras (Estrada da Vista Chinesa);
- Sapucaias (Estrada do Redentor);
- Solidão (Estrada do Açude da Solidão);
- Cascatinha

Além desses acessos principais, há outros:

- Pela Estrada das Canoas, ao conjunto da Pedra da Gávea e Pedra Bonita;
- Pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá, ao conjunto da Floresta de Três Rios.

Lago

Localização

Na região central da cidade, separando a Zona Norte da Zona Sul. Entre os paralelos 22º55? e 23º01? de latitude sul e os meridianos 43º12? e 43º19? de longitude oeste.

Descrição

É a maior floresta artificial do mundo, também é a maior em área urbana. Compõe-se de 3 grandes conjuntos de matas separados por eixos rodoviários que lhe permitem acesso fácil e rápido a partir dos bairros com que faz fronteira: Tijuca, Botafogo, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Grajaú, Vila Isabel, Rio Comprido e Laranjeiras. Com muitos pequenos animais vivendo livremente em área de mata fechada, possui rios, quedas d’água, lagos, mirantes, pontos de parada com mesas e “play-grounds” etc…
Entre seus muitos destaques estão o Açude da Solidão, o Bom Retiro, a Capela Mayrink, a Cascata Gabriela, a Cascata Taunay (Cascatinha), o Excelsior, a Gruta Paulo e Virgínia e a Gruta Luiz Fernandes.

É uma área de lazer pela qual se pode passear a pé, de bicicleta, motocicleta ou automóvel; a observação a partir de aviões ou helicópteros é permitida, mas vôos rasantes (menos de 300 m de altura) não são permitidos em nenhum dos parques nacionais do Brasil. Escaladas e pique-niques são atividades permitidas. O ingresso de animais domésticos (cães, gatos, cavalos etc.) não é permitido.
Sendo área de proteção ambiental, não são permitidos atos que possam perturbar o sossego dos animais ou causar qualquer outro prejuízo ao meio-ambiente, como jogar detritos nas matas, usar objetos sonoros que perturbem o ambiente, coletar espécimes de qualquer natureza (animal, vegetal ou mineral), caçar ou pescar, perseguir animais, fazer fogueiras, lavar automóveis etc..
É o segundo menor parque nacional do Brasil, com área aproximada de 3300 ha (33 km²)

Cristo

Roteiros

O tempo mínimo necessário para conhecer os principais pontos turísticos desse Parque é de 2 dias. Esse tempo é suficiente apenas para um conhecimento superficial, em face da grande quantidade de atrações disponíveis aos visitantes. O acesso a alguns de seus pontos, como a Pedra da Gávea, leva um dia inteiro (ida e volta).

Algumas sugestões de roteiros são

- Setor Corcovado (Cristo Redentor, Paineiras, Mirante Dona Marta): 3 horas de carro;
- Setor dos Macacos (Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Mesa Redonda, Curva dos Bonecos): 2 horas de carro;
- Setor da Floresta da Tijuca (Cascatinha, Grutas, Excelsior, Bom Retiro etc.): 2 horas de carro, mas a estrada para o Excelsior encontra-se atualmente fechada à circulação de automóveis;
- Setor Jacarepaguá (Garganta do Mateus, Serra dos Pretos Forros, Represa dos Ciganos): 2 horas de carro.

Flora

A mata tropical pluvial original da região foi quase totalmente eliminada nos primeiros séculos da história da cidade. As mudas de árvores plantadas aos milhares foram trazidas de áreas vizinhas (Pedra Branca, Guaratiba etc.). A natureza foi gradualmente retomando seu curso e hoje há uma mata fechada de flora diversificada.

Ali encontram-se espécies como: murici, ipê-amarelo, ipê-tabaco, angicos, caixeta-preta, cambuí, urucurana, jequitibá, araribá, cedro, ingá, açoita-cavalo, pau-pereira, cangerana, canela, camboatá, palmito, brejaúba, samambaiaçu, quaresmeira, caeté e pacova - além de musgos e líquens.
Há ainda espécies aclimatadas, que originalmente não compunham a flora local, como: bambu, dracena, beijo-de-freira, jaqueira, mangueira, fruta-pão, jambeiro, jabuticabeira e cafeeiro.

Igreja

Fauna

Muitos animais ainda encontrados em matas semelhantes na Serra do Mar ali não se encontram, em conseqüência da devastação ocorrida nos primeiros séculos da cidade. No entanto, há insetos e aranhas de diversas espécies, cobras (caninanas, corais, jararacas, jararacuçus), lagartos (calangos, iguanas, teiús), aves (saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores, juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas, inhambús-chintã), mamíferos (sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, quatis, guaxinins, pacas, ouriços-coendu, caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim, gambás) etc..

Nem todos os animais podem ser vistos pelos visitantes: alguns são notívagos, ao passo que outros escondem-se de seres humanos.

Geologia

Com predominância de rochas compostas de gnaisse, há também grandes blocos de granito e veios de pegmatito. O maciço possui interrupções por diques de diabásio que, com a erosão, deram origem a gargantas e vales (como o Vale dos Macacos, Mesa do Imperador, Garganta do Mateus etc).
Embora seja muito conhecido como Floresta da Tijuca, na verdade a Floresta da Tijuca é apenas uma das muitas partes que compõem o Parque Nacional da Tijuca.

Vale

Bairros:



2008 tijuca-rj.com.br Todos os direitos reservados