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UERJ participa de um dos maiores experimentos científicos do mundo

Coordenador do Grupo Física de Altas Energias do Departamento de Física Nuclear e Altas Energias do Instituto de Física da UERJ, Alberto Santoro é um dos pesquisadores a participar do projeto, cujo objetivo principal é encontrar a origem das massas das partículas, ou ‘Higgs’.

O professor está com viagem marcada para o dia 21 de outubro. Nesta data, numa extensa área entre as fronteiras da Franca e Suíça, terá início um dos maiores experimentos já produzidos pelo homem: a inauguração do LHC, maior acelerador de partículas do mundo. O ‘Large Hadron Collider’ – o grande acelerador - possui 27 km de circunferência, está submerso a aproximadamente 100 metros de profundidade e demorou cerca de 19 anos para ser construído. Em seu interior existem 4 grandes detectores (CMS, Atlas, Alice e LHCB) que irão fornecer uma quantidade de dados até hoje inatingíveis.

Alberto Santoro esclarece a participação da UERJ neste experimento. O professor explica que os 4 detectores do LHC irão produzir uma grande quantidade de informações. Estas, em sua forma bruta, são diretamente transferidas para os computadores do CERN, nomeados de T0. Estes irão distribuí-las por centros de filtragens chamados de T1, que repassam para os Centros T2 somente as informações que correspondem às pesquisas às quais estão relacionadas.

A UERJ é um centro T2, responsável pelo armazenamento de parte das informações detectadas pelo CMS. Este detector é composto por 100 milhões de elementos individuais de detecção, cada um deles procurando sinais reveladores de novas partículas e fenômenos, numa velocidade de 40 milhões de vezes por segundo. Possui 5 metros de diâmetro, 21 metros de comprimento e pesa cerca de 12,5 toneladas.

A principal missão do CMS será a de desvendar os mistérios que rondam a existência, ou não, dos chamados ‘Bóson de Higgs’. Considerado pelos grandes cientistas da atualidade como a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a ‘materialidade’ do universo, o ‘Bóson’ seria um campo de energia formando a partir do choque, em velocidade extrema, de múltiplas partículas. Na teoria, se uma energia for alta o suficiente, ela produz os ‘Higgs’ que se irrompe e depois se desfaz, (’decai’, como dizem os físicos em seu jargão) produzindo uma coleção de outras partículas. É nesta fase do decaimento que se identifica os ‘Higgs’.

Por muito tempo, acreditou-se que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais como léptons, férmions e bósons. Hoje, estima-se que haja um total de 18 partículas fundamentais, sendo que são 6 leptons, 6 quarks e outros 6 bósons. A idéia é identificar o movimento e o funcionamento destas partículas. Sabe-se, por exemplo, que os bósons intermediários transportam a interação entre as partículas. Mas há muito ainda o que se pesquisar.

O projeto do LHC foi desenvolvido pelo ‘Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire’ (CERN), entidade criada em 1954 com o objetivo de desenvolver experimentos na área da Física de partículas. As pesquisas envolvem mais de 10.000 pesquisadores de 500 instituições do mundo inteiro e a inauguração do LHC, programada para o dia 21 de outubro, será a sua maior realização nestes pouco mais de 50 anos de história e pesquisas.

Assessor(a) de imprensa: Henrique Galvão

Telefone: 2569-8803

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