A trajetória de uma das jóias mais valiosas da cultura nacional, o músico baiano Gilberto Gil, é recontada no espetáculo O Brasileiro Gil pelo projeto Resgatando Nossa Memória Cultural. A apresentação – única na cidade – será no dia 7 de agosto no Teatro Odylo Costa Filho, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O espetáculo teve sua estréia nacional em Salvador (dia 13 de julho) e será recebido, ainda este ano, em outras cidades, como: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis e São Paulo.
Idealizado pela bailarina baiana Cynthia Gonçalves, o projeto Memória Cultural – patrocinado pela VIVO através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Programa FazCultura – chega à sua quinta edição em 2008 homenageando um dos artistas mais importantes da Bahia e do País. A vida e a arte do atual Ministro da Cultura vão ser representadas por 40 bailarinos baianos sob a direção de Paulo Dourado. Professor da Escola de Teatro da UFBA, Dourado tem em seu currículo montagens de destaque como Ubu-Rei, Los Catedrásticos, e Canudos: A Guerra do Sem Fim. Segundo ele, a homenagem a Gil é mais do que justa. “Acho que a importância do Gil é pouco reconhecida, principalmente na Bahia. Ele é muito mais importante como símbolo da nossa cultura do que as pessoas imaginam”.
O desafio de contar essa história tão rica ficou nas mãos do poeta José Carlos Capinan. Amigo e parceiro de Gil desde Viramundo e Soy loco por ti, América, na década de 1960, o poeta assina o roteiro de O Brasileiro Gil. Além disso, Capinan escreveu, especialmente para o espetáculo, o poema Gilberto Passos Gil Moreira.
Com produção artística de Antrifo Sanches, o espetáculo que levou um ano e sete meses para ser montado, fala da vida, das mudanças e transformações de Gilberto Gil. A primeira comunhão, a formatura em Administração na Universidade Federal da Bahia, o primeiro casamento, as descobertas e as realizações entram em cena através de seis bailarinos que interpretam Gil Menino, Gil Colarinho Branco, Gil Tropicália, Gil Baião, Gil Místico e Gil Refazenda. Tudo isso, para retratar a multiplicidade de um artista que se revela através de suas próprias contradições: religioso, político, tropicalista, universal, brasileiro, nordestino, cosmopolita, interiorano, cibernético e revolucionário.
COREOGRAFIA E FIGURINO
As coreografias do espetáculo estão a cargo dos cariocas Heron Nobre e Sueli Guerra e da baiana Edileusa Santos, cada um respondendo por diferentes módulos. Segundo Antrifo, as coreografias contemplam diversos estilos - folclore, afro, ballet clássico, contemporâneo -, para dar conta do amplo universo cultural representado por Gil.
Essas tantas facetas do músico também se refletem no figurino, assinado por Miguel Carvalho. Para a composição das roupas, ele fez uma série de colagens misturando informações obtidas de uma pesquisa sobre a vida de Gil e o tema específico sugerido pelo diretor Paulo Dourado: a África. Miguel conta que os trajes mais divertidos de criar foram da fase Gil Colarinho Branco (baile de formatura na década de 1960) e Gil Tropicália, que abusa de cores e estampas.
TRILHA SONORA
Instrumento principal do trabalho de Gil, a música é a agulha que costura os momentos da vida do homenageado. Sob a direção de Luciano Bahia, a trilha inclui canções de Gil, Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi, além de composições do próprio Bahia e de Guilherme Maia, e até mesmo um repente criado especialmente para o espetáculo (O Anjo Negro), composto por Bule-Bule, que é amigo tanto de Gil quanto de Capinam.
OUTRAS MEMÓRIAS
O espetáculo O Brasileiro Gil é a quinta edição do projeto Resgatando Nossa Memória Cultural e conta com o patrocínio da VIVO através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Programa Faz Cultura. Criado em 2002 para celebrar os 45 anos da EBATECA – Escola de Ballet do Teatro Castro Alves, o projeto cresceu e se profissionalizou. Consagrado o formato do resgate histórico, em 2003, foi a vez de o escritor Jorge Amado ser agraciado com o espetáculo Amado Jorge. No ano seguinte, Daniela Mercury participou de toda a produção de A Voz que Dança, em sua homenagem. Em 2006 e 2007 o projeto fez a tradução de uma jovem senhora: Dona Canô que, com quase um século de vida, assistiu emocionada ao espetáculo Mãe Estrela Canô.
SOBRE A VIVO
A Vivo (Bovespa: VIVO3, VIVO4; NYSE: VIV), é a maior operadora de telecomunicações móveis do hemisfério sul em número de usuários e oferece a melhor qualidade de ligação, de acordo com os indicadores da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Entre os diferenciais competitivos da Vivo destacam-se: a constante busca na excelência da prestação de serviço, com foco na qualidade em todos os pontos de contato com o cliente, serviços de transmissão de dados em banda larga baseada na rede de terceira geração (3G) e o amplo portfolio de produtos e serviços.
Na área de responsabilidade socioambiental, a Vivo desenvolve projetos como o pioneiro programa de reciclagem de aparelhos celulares, baterias e acessórios, que apenas em 2007 coletou mais de 140 mil itens. Por meio do Instituto Vivo, a empresa investe em iniciativas voltadas à causa da inclusão sociocultural de pessoas com deficiência e a educação geradora de oportunidade, trabalho e renda.
SERVIÇO
O BRASILEIRO GIL
Única apresentação: 7 de agosto às 20 horas
Local: Teatro Odylo Costa Filho (UERJ)
Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã
Telefone: 21 2587-7116
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia-entrada)
Duração do espetáculo: 80 minutos | Classificação etária: Livre
Capacidade: 1.106 lugares – acesso a cadeirantes
Coreografias: Heron Nobre, Sueli Guerra e Edileusa Santos
Texto: José Carlos Capinan | Direção: Paulo Dourado | Direção artística: Antrifo Sanches
Figurino: Miguel Carvalho | Direção de trilha sonora: Luciano Bahia | Fotos: Jade Prado