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Homenagem do Portal Tijuca-Rj e da Historiadora Lili Rose aos 250 anos da Tijuca

Publicada em 02/07/2009

Capa do Livro Tijuca de rua em rua

AMOR DE TIJUCA

250 anos da Tijuca
Historiadora Lili Rose Cruz Oliveira

Sou apaixonada pela Tijuca. Escrevi o livro “Tijuca de Rua em Rua” e agora pesquiso para o meu novo livro Um guia para um passeio: Maracanã, Tijuca e Alto da Boa Vista. Assunto não falta nas terras do antigo Engenho Velho dos Jesuítas.

Quando me perguntam por que no século XVI os padres escolheram esse lugar para construir a sede consagrando a São Francisco Xavier? Respondo apenas porque ela é bela. Essa região emoldurada pelas montanhas,rios e floresta ainda guarda seu encanto até hoje.

É maravilhoso escrever sobre a Tijuca, pois, a História é generosamente encontrada em suas ruas, praças, igrejas e escolas, bem como no exuberante meio natural que a cerca. Tais patrimônios representam a identidade cultural para os tijucanos.

Portanto, é fundamental que todos os moradores possam apreciar e conhecer os bens históricos e artísticos de sua vizinhança. Só assim será possível desenvolver um sentimento coletivo de auto-estima, que é vital para a tomada de posição da comunidade com relação a seu papel no presente e no futuro.

Galeria de fotos do livro “Tijuca de rua em rua”



Capa do Livro da Historiadora Lili Rose - Tijuca de rua em rua Contra Capa do Livro Tijuca de rua em rua

Lili Rose e Nelson Aguiar Foto da Praça Saens Pena do livro Tijuca de rua em rua

Mulheres homenageadas com nome de rua na Grande Tijuca

250 anos da Tijuca
Historiadora Lili Rose Cruz Oliveira

Quando comecei minha pesquisa para o livro Tijuca de Rua em Rua, não esperava ter tanta dificuldade em escrever sobre a vida das mulheres aqui homenageadas, com destaque para as antigas moradoras e personalidades ilustres da sociedade da época. Ao final do trabalho, pela inexistência de documentação disponível, não fui bem sucedida em apenas três casos: Travessa Matilde (Rua Bom Pastor – sem saída), Rua Dulce (Rua Almirante Cochrane – sem saída) e Rua Jocelina Fernandes (Rua Dezoito de Outubro – Rua Paulino Nogueira). Um resumo do que aprendi segue nas linhas abaixo.

Alice Maia (Travessa) foi esposa de Joaquim Leal Maia, proprietário de uma grande chácara, no final do século XIX, na área que hoje corresponde ao Tijuca Tênis Clube. Já Alzira Brandão (Rua) foi moradora no local onde fica a rua que a homenageia. Por sua vez, a Rua Santa Carolina foi uma homenagem, realizada no século XIX, do morador que abriu a rua, José Raphael de Azevedo Junior, à sua mãe, Dona Maria Carolina.

Em 1911, o Dr. João Victorio Pareto Junior (1880-1937) abriu algumas ruas em suas terras, dentre elas a Rua Santa Sofia, em homenagem à sua avó, Sophia Augusta de Vasconcellos Caldas. Tal senhora nasceu em 17 de setembro de 1860, na cidade de Miranda, Mato Grosso, filha do Dr. José Caldas e de Guilhermina Maria da Conceição de Vasconcellos, vindo a falecer no Rio de Janeiro, em 01 de fevereiro de 1934. Além disso, o Dr. Pareto homenageou sua esposa, Dona Hilda, com a praça de mesmo nome. Hilda do Valle de Carvalho nasceu em Cantagalo, no Estado do Rio de Janeiro, em 14 de outubro de 1903 e faleceu no dia 13 de julho de 1983.

Obras na Rua Alzira Brandão

O português José Rufino Vasconcelos, proprietário de uma chácara na Rua Conde de Bonfim, perenizou a memória da sua esposa na Rua Dona Delfina. Diz a literatura que nessa chácara se introduziu o cultivo das rosas Paul Néron e Príncipe Negro no Brasil.

Marciliana Lacerda (Travessa), apesar de ter vivido no bairro de Vila Isabel, onde se destacou pela atuação em obras assistenciais, foi homenageada numa pequena via que começa na Rua José Higino. Outra pessoa que se destacou pela ajuda aos necessitados foi Palmira Gonçalves Maia (Rua), que participou ativamente da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Sua intensa ação junto às comunidades carentes tornou-a muito popular nos bairros da Tijuca, São Cristovão, Catumbi e Vila Isabel.

Panorama de Vila Isabel - Anos 60

No Alto da Boa Vista, foram homenageadas as moradoras Dona Rita Costa (Rua) e Dona Castorina (Estrada). Dona Castorina de Oliveira Castro foi mãe de José Mendes de Oliveira Castro, o Barão de Oliveira Castro, um abastado negociante e capitalista, falecido no dia 10 de Janeiro de 1896.

Alto da Boa Vista Alto da Boa Vista - Anos 60

Carmela Dutra (Rua) não morou na Tijuca, mas tornou-se conhecida por ser esposa do Presidente da República Eurico Gaspar Dutra. Nascida no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1884, Carmela casou-se com o tenente Dutra, em 1914, já viúva e mãe de dois filhos, vindo a falecer em 1949.

A Rua Maria Amália começa na José Higino e termina na França Junior. Maria Amália Vaz de Carvalho nasceu em 01 de fevereiro de 1847 e faleceu em 23 de abril de 1921. Autodidata e apaixonada por livros, essa portuguesa de Lisboa foi escritora, tradutora, jornalista, poetisa, educadora e feminista. Colaborou com diversos jornais em Portugal e no Rio de Janeiro (aqui durante mais de 30 anos). Casou-se com o poeta Antônio Cândido Gonçalves Crespo, também homenageado com nome de rua no bairro. É uma pena que as ruas estejam tão distantes uma da outra, pois o casal era muito apaixonado…

Maracanã: um rio tijucano

250 anos da Tijuca
Historiadora Lili Rose Cruz Oliveira

Estava parada com meu carro no sinal do cruzamento da Avenida Maracanã com a Rua José Higino. De repente, o motorista de um outro veículo abriu a janela e jogou uma caixa no Rio Maracanã. A indignação me fez abrir a janela e chamá-lo de Sujismundo. Lembram dele? Foi um personagem criado por Ruy Perotti, utilizado na campanha educativa do Governo Federal intitulada “Povo desenvolvido é povo limpo”, da década de 1970. A campanha foi um sucesso e creio que precisamos imediatamente de algo semelhante na mídia, de modo a conscientizar a população sobre sua responsabilidade na preservação de nossos recursos naturais.

Se eu fosse poetisa, escreveria sobre a beleza das nascentes dos rios tijucanos, mas fico apenas com sua história e importância para o crescimento do bairro e da cidade. Em 1565, o Governador do Rio de Janeiro, Mem de Sá, distribuiu sesmarias; nosso primeiro engenho de cana de açúcar foi construído numa delas. Não foi por acaso que os Jesuítas o ergueram nas proximidades de uma pequena ermida, dedicada a São Francisco Xavier, entre 1572 e 1583. O local é drenado pelos rios Trapicheiros, Maracanã e Joana, o que facilitou tremendamente o trabalho dos religiosos pela disponibilidade abundante de água.

Com o passar dos séculos, os rios urbanos perderam sua importância e muitos deles estão canalizados. No entanto, ainda hoje é possível descer do Alto da Boa Vista para a Tijuca seguindo as águas cristalinas que formam o Rio Maracanã, que é o mais importante do bairro. Após nascer na Cascatinha da Tijuca, ele recebe a contribuição de alguns córregos a jusante, que aumentam a torrente do canal principal. Várias caixas d´água situadas ao longo desse rio ainda podem ser encontradas na Avenida Edson Passos e na Estrada Velha da Tijuca. Elas merecem uma visita, pois são de uma beleza singular.

A partir da Usina, as mudanças são gritantes e o desrespeito é total. Esgoto, lixo e mato tomam conta do leito fluvial. Apesar de o vocábulo Maracanã se referir a uma espécie de papagaio da família dos psitacídeos, as garças são atualmente as moradoras predominantes das árvores nas margens. Por sua vez, os peixes devem ser menores e mais escassos que os de tempos atrás, mas é ainda possível vê-los depois das grandes cheias, quando o nível das águas desce rapidamente, a se debater no asfalto da Avenida Maracanã.

O Rio Maracanã é acompanhado por uma avenida em quase todo seu percurso urbano, até se juntar com os rios Trapicheiros e Joana, para desaguar na Baía da Guanabara. Em épocas passadas, deve ter sido utilizado como via de transporte, a julgar pela existência de um pequeno cais na esquina da Rua Garibaldi com a Avenida Maracanã, nos fundos do antigo casarão que hoje é sede do Centro de Referência da Música Popular Carioca. Imagine só passear por aquelas águas…

Galeria de fotos do Rio Maracanã



Rio Maracanã - 1916

Rio Maracanã - Atual Rio Maracanã - Atualmente

Programação da Historiadora Lili Rose


Programação da historiadora Lili Rose no aniversário dos 250 anos da Tijuca, onde estará conversando, contanto histórias sobre a Tijuca e autografando sua excelente obra sobre a história e tradição do bairro da Tijuca.

Dia 01/07 (4ª feira)
-> Aqualife Academia
7h às 10h

Dia 02/07 (5ª feira) e
03/07 (6ª feira)

-> Livraria Eldorado
17h às 19h

Dia 05/07 (Domingo)
-> Missa em Ação de Graças, falando sobre a história da Tijuca - 10h.
-> Tijuca Tênis Clube – 13 h

Dia 07/07 (3ª feira)
-> Biblioteca Popular da Tijuca
14h às 17h

Dia 09/07 (5ª feira)
-> Centro de Referência da Música (Rua Garibaldi), abrindo o Show de Rosane Duá.- 18h - breve histórico sobre a Tijuca e seus 250 anos.

Dia 18/07 (Sábado) -> Abertura da 1ª FIS - 10h (feira de integração Social) no Largo do Marom/ Perto da Igreja São Francisco Xavier. Se já tem o livro aparece para um papo.

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Telefone: (21) 9647-5539
E-mail: lili.rose@terra.com.br
Entrega à domicílio
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Programação Completa dos 250 anos da Tijuca: Bairro de História e Tradição


Confira a programação completa em: Aniversário de 250 anos da Tijuca: História e Tradição.

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2 Comentários para “Homenagem do Portal Tijuca-Rj e da Historiadora Lili Rose aos 250 anos da Tijuca”

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  1. jorge moraes (

    foi um rio que passou na minha vida ! morro de saudades do rio e da tijuca !!!

  2. jorge moraes (

    moro em belém pará mas passei um tempo na tijuca morro de suadades do meu querido bairro !!!!

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