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Centenário de morte de Machado de Assis será comemorado com atividades culturais no SESC Tijuca

Teatro, exposição, música, dança e literatura em homenagem a um dos escritores mais importantes da literatura brasileira

O autor de obras-primas como “Dom Casmurro”, “Memórias póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba” e “Memorial de Aires” faleceu há 100 anos. E o centenário de morte de Machado de Assis, um dos maiores gênios da literatura nacional e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), ganhou uma programação comemorativa especial no SESC Tijuca, que inclui teatro, exposição, dança, cinema, literatura e música. O evento “Nos tempos de Machado” acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de agosto, com todas as atividades gratuitas para homenagear o jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo Machado de Assis.

Abertura, dia 27/8
No dia 27/8, quarta-feira, destaque para a exposição composta por uma linha do tempo (que percorre períodos desde o nascimento à morte do escritor) e aborda alguns dos principais marcos históricos culturais da época, além de fazer referências aos grandes nomes que influenciaram obras de Machado de Assis. A exposição trará, ainda, um desfile dos alunos do Centro Educacional da Usina, apresentando as roupas, hábitos e costumes do período em que viveu o escritor.

Em seguida, às 14h30, Rogério Saturnino (graduado em Letras pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ; mestre em Estudos de Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC-Rio e doutorando em Estudos Literários da Universidade Federal Fluminense-UFF) dará uma oficina interativa sobre a vida e obra de Machado, fazendo também uma dinâmica sobre o conto “O Alienista”.

Às 16h30, a Cia Jovem Petite Danse fará o espetáculo “Dança em versos”, que busca resgatar sentimentos esquecidos através da escrita poética. As poesias são de Machado de Assis, músicas de Milton Nascimento e direção de Nelma Darzi. A Cia faz parte da Escola de Dança Petite Danse e tem como objetivo aprimorar o aprendizado da dança através da prática nas apresentações, melhorando o desempenho técnico, proporcionando encaminhamento profissional a diversos bailarinos.

Para fechar o dia, às 19h, será encenado o espetáculo teatral “O encontro de Machado de Assis e Arthur Azevedo”, com direção de Leonardo Simões. A peça é uma homenagem ao centenário de morte dos dois autores, e integra literatura, música e história. Através de um olhar crítico dos personagens, a apresentação mostra as transformações sociais e urbanas ocorridas na virada do século XIX para o século XX, durante a chamada “Belle Époque”. Encenado em construções de valores histórico-culturais, o espetáculo percorre diversos espaços do local.

Dia 28/8
Na quinta-feira, 28 de agosto, as atividades começam às 14h30, com uma contação de histórias que abordará informações sobre a vida de Machado e alguns de seus contos (”Um Apólogo” e “A Cartomante”). A música “Coração Triste”, com letra do escritor homenageado acompanhará o evento. Os contadores serão Augusto Pessoa (formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO, com especialização em Interpretação e Cenografia) e Rodrigo Lima (formado no curso de Bacharelado em Violão na UNIRIO, ex-integrante da Orquestra de Violões da UNIRIO), sob a direção de Maria Haro, ator e compositor de trilhas para teatro.

Às 16h, o escritor Henrique Rodrigues Pinto lançará o livro “Machado de Assis: o Rio de Janeiro de seus personagens”, fazendo uma palestra sobre as questões abordadas. A publicação contém trechos de livros de Machado em que a paisagem urbana aparece com destaque. As mesmas são ilustradas com pinturas de respeitados artistas do período, como Agostinho José da Mota, Gustavo Dall’Ara, Emil Bauch, Nicolau Antonio Facchinetti, Boaventura Caron, Giovanni Battista Castagneto, Johan George Grimm e João Baptista da Costa. Henrique Rodrigues Pinto é também autor de: Quatro estações: o trevo (edição do autor, 1999), A musa diluída (Record, 2006) e Versos para um Rio Antigo (Pinakotheke, 2007) e participou da coletânea Prosas Cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004).

Logo após, às 17h, o grupo O baú que conta e canta fará uma esquete teatral: “Fogo que queima, histórias que ardem”, que mistura poesia e música. A apresentação traz uma pequena biografia do escritor, tomando como base o livro “Machado de Assis”, da série Conhecendo Nossos Clássicos, de Amelia Lacombe, e também um pouco de sua obra, traçando uma linha temporal de sua vida (desde a infância no Morro do Livramento, até seus últimos dias na casa do Cosme Velho). Poemas como “Ela”, composto em sua adolescência em referência às inalcançáveis moças de um colégio tradicional do Rio de Janeiro e “Quando Ela Fala”, feito em homenagem à esposa que o acompanhou por boa parte da vida, ajudarão a contar a história, fazendo o público refletir sobre as semelhanças entre a sociedade atual e a daquela época.

O grupo O Baú que Conta e Canta foi formado há 11 anos e já participou de diversos eventos, como Feira da Providência, Paixão de Ler (SESC Rio), Bienal Internacional do Livro, Arraiá da Providência e outros. É formado por Sílvia Ferraz, arte-educadora, pedagoga e contadora de histórias e Marcelo Peregrino, músico e ator.

Às 18h, Marta De Senna (graduada em Letras e com mestrado em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ) dará a palestra “Uma base de dados on line”. Marta há alguns anos vem se dedicando a estudos machadianos em perspectiva comparada e desenvolveu uma base de dados sobre as citações e alusões histórico-literárias na ficção de Machado de Assis. Publicou os seguintes livros: “Uma poética flutuante: ensaio sobre a poesia de Castro Alves” (Rio de Janeiro: Edição da autora, 1980); “João Cabral: tempo e memória” (Rio de Janeiro: Antares/INL, 1980); “O olhar obliquo do Bruxo; ensaios em torno de Machado de Assis” (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998); “Alusão e zombaria: considerações sobre citações e referências na ficção de Machado de Assis” (Rio de Janeiro: FCRB, 2003).

Focando na música da época de Machado, às 19h30, Avelino Romero (ex-professor do Colégio Pedro II e da Escola de Música Villa-Lobos, ex-coordenador de Ensino Médio do Ministério da Educação e atual professor-assistente de História da Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO) vai falar sobre o assunto, ilustrando ao som do piano. Para fechar a série de programações, no dia 29 de agosto, serão exibidos os filmes “Quanto vale ou é por quilo?”, de Sérgio Bianchi e “Dom”, de Moacyr Góes. Em seguida, Rogério Saturnino fará um bate-papo sobre os longas, falando da imagem do negro no século XIX e fazendo uma relação do livro “Dom Casmurro” com o filme “Dom”, que se baseia na história, mas é adaptado à atualidade.

Machado de Assis
No dia 21 de junho de 1839, nascia no Rio de Janeiro um dos maiores autores da literatura brasileira de todos os tempos: Machado de Assis. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado produziu obra que abrange, praticamente, todos os gêneros literários. “Memorial de Aires”, “A mão e a luva”, “Iaiá Garcia”, “Memórias póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba” e “Dom Casmurro” são alguns de seus grandes sucessos. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, foi criado no Morro do Livramento. Sem muitos recursos, estudou como pôde e com apenas 15 anos de idade, já publicava o seu primeiro trabalho.

A tradução de “Queda que as mulheres têm para os tolos” (1861), foi o seu primeiro livro. Em 1864, lançou o livro de poesias “Crisálidas”. O primeiro romance foi “Ressurreição”, de 1872. Trabalhou e escreveu para vários jornais e revistas. Seus contos iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Em 1869, Machado de Assis se casou com Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã de seu amigo Faustino Xavier de Novais, diretor do O Futuro.
Desde o início, Machado de Assis apoiou a criação da Academia Brasileira de Letras. Comparecia a reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição. Fundou a cadeira nº. 23, escolhendo o nome de José de Alencar para seu patrono, que morrera cerca de 20 anos antes e por quem nutria intensa admiração e amizade. Esteve na presidência da instituição por mais de dez anos, e essa passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. O escritor faleceu em 29 de setembro de 1908.

Serviço:

SESC Tijuca - Rua Barão de Mesquita, 539 - Tel: 3238-2100

Dia 27/8
13h
Abertura: Exposição, Moda e Pensamentos Machadianos

14h30
Mini-oficina, apresentação e debate da vida e obra de Machado: “Descobrindo Machado” com Rogério Saturnino

16h30
Espetáculo de dança: “Dança em versos”
Com Cia Jovem Petite Danse. Direção de Nelma Darzi.

19h
Espetáculo teatral: “O Encontro de Machado de Assis & Arthur Azevedo”
Textos originais: Arthur Azevedo e Machado de Assis
Adaptação, direção e produção: Leonardo Simões
Classificação: Livre

Dia 28/8
14h30
Contação de histórias: “Histórias de Machado”.
Com Augusto Pessôa e Rodrigo Lima

16h
Palestra e lançamento de livro: “Machado de Assis: O Rio de Janeiro de seus personagens”, de Henrique Rodrigues Pinto.

17h
Esquete Teatral: “Fogo que queima, histórias que ardem”.
Com o Grupo O Baú que conta e canta

18h
Palestra: “Uma base de dados on line”.
Com Marta De Senna.

19h30
Conferência Ilustrada: “A Música na época de Machado”.
Com Avelino Romero.

Dia 29/8
Machado no Cinema - Exibição de filmes e bate-papo com Rogério Saturnino.
15h
“Dom”, de Moacyr Góes.
18h
“Quanto vale ou é por quilo?” de Sérgio Bianchi.

Marina Avellar
Assessoria de Imprensa do SESC Rio

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1 Comentário para “Centenário de morte de Machado de Assis será comemorado com atividades culturais no SESC Tijuca”

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  1. catarina (

    eu quero saber como ele morreu

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