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Tijuca lidera ranking do Vigilantes do Peso, onde procura aumentou

Publicada em 24/01/2010

 

O Rio ficou pelo menos 61,3 mil quilos mais magro em 2009, número registrado pelo Vigilantes do Peso no estado. Nesse ranking da saúde e da boa forma, a Tijuca, na Zona Norte da cidade, foi a campeã, com 12 mil quilos perdidos no ano, seguida de Icaraí (6,5 mil kg), em Niterói, na Região Metropolitana. Completam a lista Ipanema (5,1 mil kg) e Copacabana (5 mil kg), na Zona Sul carioca.

“O que nos surpreendeu foi que houve uma procura maior e não tanto de pessoas mais gordas. Antes recebíamos principalmente pessoas que queriam perder 15 kg, 20 kg. Hoje as pessoas nos procuram para emagrecer 5 kg, 6 kg. Isso é gratificante”, explica a gerente nacional do Vigilantes do Peso, Fernanda Fernandes.

Movimento 30% maior em janeiro

Essa procura maior fez com que em 2009 os associados em todo o país perdessem juntos 272.821 kg, número 15% maior do que em 2008. Isso significa que cada associado emagreceu, em média, 21,9 kg. E 2010 também promete. Segundo Fernanda, o movimento em janeiro está 30% maior do que no mesmo mês de 2009.

 “Em dezembro, os associados geralmente viajam e dão uma parada de 30 a 40 dias, voltando só depois do carnaval. Surpreendentemente, já em janeiro as pessoas estão voltando. A sensação que nos passa é que há uma conscientização maior de que a gente não pode brincar. Estão mais conscientes de que ser vigilante é para o resto da vida”, explica.

Essa lição a auxiliar de contabilidade Gisele Salviano Cruz, de 30 anos, já aprendeu. Ela ingressou no Vigilantes do Peso da Tijuca há três anos pesando 87 kg e levou oito meses para emagrecer nada menos do que 26 kg. Desde então, vem mantendo o peso. Ela, que sentiu na pele os efeitos de dietas nada milagrosas, chegou a usar manequim 46 e hoje veste 38.

“Uma vez tomei remédio e emagreci 15 kg em um mês. Depois, ganhei tudo de novo. Não dava resultado porque não aprendia a comer direito. Fiz dieta de tudo quanto é jeito, mas o segredo é reaprender a comer”, conta.

Dificuldade para conseguir emprego

Gisele conta ainda que as mudanças vão além da dieta e do tamanho das peças no guarda-roupa. “Muda a forma como as pessoas te tratam, vêem que você é capaz de mudar. Eu tinha dificuldade até para arrumar emprego. Se consegui emagrecer, posso também qualquer coisa”.

O programa – que inclui reuniões e palestras – atende de crianças a idosos, mas é mais procurado por mulheres, na faixa dos 35 a 50 anos. Segundo Fernanda Fernandes, essa é a época que o corpo passa a ganhar aqueles quilinhos a mais, mesmo quando não se tem a predisposição para engordar. “A pessoa tende a engordar 1 kg por ano. Por isso, muitos dos que têm de 40 a 45 anos estão com sobrepeso. À medida que envelhecemos, temos que comer menos e nos exercitar mais”.

União faz a força

Para a médica nefrologista Flávia da Silva Guimarães, de 38 anos, que já perdeu 13 kg desde fevereiro de 2009, a união faz a força nessa luta contra a balança. “Nas reuniões, você olha para os lados e vê que está todo mundo no mesmo barco. E o orientador já passou por aquelas cadeiras também, já passou pelo que você está passando”, conta.

Assim como Gisele e muitas outras mulheres pelo país afora, Flávia já tinha experimentado fórmulas – que pareciam mágicas – para emagrecer. Uma delas foi uma dieta de proteínas que a fez emagrecer bem e rápido – o problema é que, pouco tempo depois, engordou tudo de novo e chegou a pesar 81 kg, com 1,68m de altura.

“Eu estava me alimentando muito mal e de repente cheguei no meu limite. Hoje estou comendo muito mais e com uma alimentação diversificada”.

E os efeitos colaterais, segundo ela, vão além do cardápio e do espelho: “Melhora a sua auto-estima, você se sente mais ágil. Os elogios ajudam muito. É uma bola de neve do bem”, resume.

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